Existem 2 assuntos que eu queria comentar hj… primeiro é como se inverteu o cenários musical hc x metal brasileiro… e o outro é sobre a ONU começar a repensar sobre a legalização das drogas.
Há muito se falava como o cenário metaleiro brasileiro era competitivo. Bom, eu não acompanho essa cena, mas vou dar aqui meu ponto de vista. Acho que muito disso se dava a atenção que o próprio metal recebia no passado… há alguns anos atrás houve um boom metal, provocado pelo Angra, e também de bandas com vocal feminino(que ganhou grande atenção devido ao Evanescense que alavancou o Nightwish). As bandas não se ajudavam, e pouco se importava com o feeling, o legal era mostrar o quão bem vc tocava. Naquela época hardcore era para poucos. Hoje é totalmente ao contrário, não vejo quase nada sobre metal, tudo bem que eu não me aprofundo no estilo, mas antes pelo menos aqui em São José, era bem evidente. Nem mesmo os lançamentos esmagadores do ACDC e Metallica fizeram com que alguns bandas aparecessem…
Essa rivalidade eu vejo em bandas do cenário hc agora. Parece que todos já sacaram a fórmula Bonadio de dar certo, e todos querem tentar o seu. O que eu vejo é novamente a mesma coisa: pouco feeling e mais cópias. E cada banda quer passar por cima da outra, afinal todas fazem a mesma linha de som e querem ser destaques. Acaba se tornando algo ridiculo de se ver. Na moral, acho que letras sentimentais o Brasil já tem que nem água. Desde sempre em qualquer estilo… Acho que muito se esqueceu de que brasileiro gosta é de novidade, pra que competir usando as mesmas armas, estilos e sons? Porque um metaleiro frustrado aceita entrar numa banda de pop rock pra fazer riffs e solos chulé pra ganhar dinheiro. O lance é que a galera tá com medo de botar a cara pra bater.
Uma vez entre uns chegados, tinha um gringo. Estavamos numa roda de violão tocando as musicas que a gente curtia, quando ele disse: “Ei faça umas bases ae pra gente começar um Jam” Aquilo me abriu a mente. Porque o brasileiro fica tocando covers, enquanto os gringos tocam apenas o que sentem e sabem fazer? É daí que saí as boas músicas… criar… firular… em cima do que você sabe, e não em cima do estilo que você curte… acho que essa linha de pensamento traria bons frutos pras muitas bandas. Ou seja, toque o que você sabe tocar, que vem de dentro, não importa se o que você está fazendo é primário ou simples demais, ou se sua letra é tosca. O importante é quando as pessoas te verem tocando sentirem que aquilo está vindo de dentro… e o mais importante de tudo… amadureça seu som antes de mostra-lo ao mundo.
Isso eu aprendi agora, com minha própria banda. Apesar de querer tocar feito um demônio da Tasmânia, eu sei que esse período de incansaveis ensaios e acertos é totalmente favorável… pois parece que a música vai amadurecendo e crescendo mesmo… não é apenas aquela coisa primata e juvenil de antes.
Se você tem uma banda, pense nisso. Será que vale mesmo a pena tocar algo sem coração apenas porque está na moda? Porque você não começa uma nova moda?
Pra variar eu sempre acabo perdendo um pouco a linha de racíocinio da parada toda.
Ontem eu li a Veja, eu acho, que tinha uma matéria sobre a ONU começar a repensar a questão da legalização das drogas. Pelos estudos, parece que o consumo só aumenta, independente de quanto dinheiro é investido em campanhas e afins. Bom, nada novo pra mim, já que cada vez mais o mundo está mais dificil de se viver, as pessoas acabam querendo buscar cada vez mais as valvulas de escape. Ou mesmo o fato da curiosidade, o ser humano é um ser curioso por natureza, quanto mais se ouve falar das drogas, mais se interessam pelos seus efeitos.
Pra mim o lance seria mesmo legalizar, a fim de regularizar, e acabar com o tráfico. Um dos caras mais ricos do mundo, segundo a FORBES é um traficante. Lógico, o cara vende a droga por 1.500 e acaba rendendo 150.000… esse lucro exorbitante acaba compensando qualquer tipo de perda em apreensões. Pensem comigo, ao legalizar a droga, o tráfico teria que revender mais barato que o mercado. OK. Mas a proporção de pessoas que comprariam do tráfico seria MUITO menor. Diminuíria tão drasticamente que aí sim, a polícia ia conseguir conter e manter o tráfico. Afinal, grande parte dos consumidores das drogas tem perfeitas condições de comprar algo legalizado, como um cigarro ou cerveja. Lógico que essa questão não é tão simples assim. Com a legalização muitas pessoas novas passariam a usar drogas…
Mas vejo muito preconceito… afinal cigarro e bebidas também são drogas… enfim… é uma questão muito foda… mas que me deixou bem pensativo hoje.
E outra novidade é o blog da meu amor recém formado:
Visitem!
Março 19, 2009 às 2:06 am |
iei!! propagandinha do meu brogui… hihihihihihihihi
ta linkado no meu tbm!! hihi
a me daisuki
Abril 3, 2009 às 12:34 pm |
Li faz tempo, mas não comentei porque ia escrever demais…mas concordo com 99% do que foi dito. Pra variar…hahaha
É noise!
Abril 17, 2009 às 4:21 pm |
Fala, cara..
bom post. bons argumentos.
inclusive o blog inteiro está repleto de bons posts.. parabéns.
tenho a mesma impressão que você sobre o cenário atual.
Mas eu volto ainda um pouco mais no tempo… há uns 8 anos já não se tem nenhuma novidade na cena nacional.
Eu sou do tempo em que o Hangar fora recém conquistado pela galerinha do HC… daquela primeira leva tinham coisas bem interessantes que acabaram se perdendo pelo caminho (vide Reffer, que era fantástica e hoje tem suas mentes pensantes se esfregando num dead fish arrastado e trabalhando numa produtora gringa de hc)…
Mas é foda falar… fiquei velho, não tenho mais tempo de procurar bandas novas. Meu iTunes é o mesmo há alguns anos…
Bom foi um ótimo post. parabéns.